Profissão de bispo. Origem e Visão católica e evangélica

Perguntas e respostas sobre a profissão de bispo. Qual a sua origem, o que dizer sobre a missão de governar e atuar na organização da igreja. Visão católica e evangélica.

Qual a origem do bispo?

Nos tempos de Jesus Cristo, logo no começo da pregação evangélica, os 12 apóstolos tiveram o privilégio de escolher alguns colaboradores. Logo depois que Cristo morreu, era responsabilidade desses escolhidos sucederem na evangelização da mensagem cristã e no governo das novas comunidades. De início, eles eram chamados de sucessores dos apóstolos. A real incumbência destes legatários era zelar pelas comunidades que estavam sendo criadas em volta dos apóstolos, a fim de que a sua vida evangélica fosse vigiada.

A partir daí a definição de “episkopein”, que significa supervisionar, e de “epíscopus”, que quer dizer bispo, começou a fazer sentido. Ou seja, o bispo é aquela pessoa cuja divina e sublime missão é ser responsável pelos seus fiéis, sob a responsabilidade de suceder autenticamente os apóstolos.

Na Igreja Católica, o Papa é quem indica e nomeia um novo bispo. Quando eleito, ele ganha a perfeição do sacramento da Ordem através da determinação de outros três bispos e por meio da oração e da unção consecratória.

Profissão de bispo

Qual a visão católica de bispo?

Devido a sua autoridade sagrada e abençoada, provinda desde o tempo dos apóstolos, o bispo tem como missão agir, dentro das suas igrejas, de acordo com o legado do Senhor. Assim, é de sua inteira responsabilidade agir de maneira que todos os fiéis sirvam inteiramente a Jesus Cristo, através do seu corpo e do seu sangue. Desse modo, ele deve convencer, alertar e intervir as pessoas à santidade e à verdade, rumando sempre através das suas virtudes e dos seus exemplos.

Qual a visão evangélica de bispo?

Em algumas igrejas evangélicas o termo bispo também é usado, mas como muitas diferenças em relação ao que ocorre na Igreja Católica. Para os evangélicos, o bispo tem a função de governar a igreja no sentido de administrar. Embora ele também seja um pastor, mas seu papel está mais relacionado a liderança de uma denominação sem ser atribuído a ele nenhum poder especial, além da sua função de organizar a igreja.

Em outras palavras, para os evangélicos ele é um homem como qualquer outro e não é superior, nem inferior em absolutamente nada no que diz respeito ao relacionamento com Deus. Os evangélicos acreditam que os homens têm livre acesso a Deus através da pessoa de Jesus Cristo e com isso seus líderes, como pastores, bispos e outros devem atuar no sentido de ensinar, cuidar e propagar o evangelho.

Todas as igrejas evangélicas usam o termo?

Não. A maioria na verdade usa apenas o termo pastor para o dirigente de uma igreja e em muitos casos o termo bispo é substituído por pastor presidente, quando este está na função de direção de uma denominação ou regional, por exemplo.

Nas igrejas evangélicas é comum encontrar os seguintes termos para alguns cargos ou funções:

  • Bispo / Pastor Presidente: Quando é o dirigente máximo de uma denominação ou de uma regional por exemplo;
  • Pastor local: Quando ele é pastor em uma determinada igreja local ou congregação;
  • Presbítero: Em algumas igrejas ele é um membro de um conselho que administra os assuntos da igreja. Em outras igrejas ele é uma espécie de pastor, podendo dirigir congregações ou outros trabalhos eclesiásticos;
  • Evangelista: Também figura como um pastor, mas geralmente não é comum ele dirigir igreja e sim realizar pregações e ensino na igreja;
  • Diácono: É uma pessoa que trabalha na igreja durante as reuniões ou cultos, no sentido de auxiliar o pastor, prestar assistência aos participantes, entre outras funções;
  • Cooperador: Faz basicamente a mesma coisa que o diácono, com exceção de algumas atividades específicas, como servir a Santa Ceia.
  • Missionário: Quem é enviado para outras regiões, especialmente outros países para a pregação do evangelho e /ou organização de uma igreja local.